De onde vêm os valores
O Mariner resolve cada {{nome}} por uma cascata. Ganha a última camada que define a chave:
- As variáveis globais — não pertencem a nenhum workspace nem a nenhuma coleção. O app não as cria: elas chegam ao importar um pacote
.mariner. - As variáveis da própria coleção — importadas de uma coleção do Postman como ‹Coleção› Variables. Aqui não há o que escolher: elas valem para tudo que está dentro daquela coleção.
- O ambiente ativo do workspace — o que a pílula ● ENV mostra.
- As variáveis locais da requisição — a aba Variables da própria requisição. Use para um valor que não faz sentido em nenhum outro lugar; elas ganham do ambiente.
A ordem é a do próprio Postman (global < coleção < ambiente < local), então uma coleção que você importou envia a mesma requisição nos dois apps. Passe o cursor por um token da URL para ver de qual camada veio o valor.
O valor de uma variável pode conter outros tokens; o Mariner resolve até cinco níveis e deixa um ciclo como texto literal.
Variáveis dinâmicas embutidas
Produzem um valor novo a cada envio e nunca precisam ser definidas:
| Token | Valor |
|---|---|
{{$uuid}} / {{$guid}} |
Um UUID aleatório |
{{$timestamp}} |
Segundos desde 1970 |
{{$isoTimestamp}} |
A hora atual em ISO 8601 |
{{$randomInt}} |
Um inteiro entre 0 e 1000 |
Variáveis de path
Um segmento como /users/:id vira uma linha na seção Path variables da aba Params. Preencha e o segmento é substituído no envio; deixe vazio e o Mariner bloqueia o envio até você preencher. Portas e https: não são confundidos com variáveis de path — só conta um dois-pontos que vem depois de uma barra.
Segredos
Marque Secret em uma variável e o valor fica mascarado onde quer que apareça: a lista do ambiente, a prévia da URL, o código gerado. Revele quando precisar, pelo ícone do olho.
- Os valores secretos ficam de fora de toda exportação — o pacote
.marinere o arquivo do Postman guardam a chave e suas flags com o valor vazio, para que quem receber ponha o seu. - A folha de geração de código tem um interruptor Include secrets, desligado por padrão, que avisa ao ser ativado.
- As variáveis secretas sincronizam com o iCloud como qualquer outra, porque fazem parte do ambiente. As credenciais digitadas na aba Auth são diferentes: vão para as Chaves do macOS e nunca saem do Mac — veja Autenticação.
Capturar valores de uma resposta
A aba Post-Response guarda regras de captura: quando uma resposta chega, pegue um valor dela e escreva em uma variável. Um login que guarda o token é o caso clássico.
- Toque em Add rule e escolha uma origem: um caminho JSON no body (
$.token,$.data.items[0].id), um header, um cookie ou o código de status. - Escolha o destino: o ambiente ativo do workspace ou as variáveis da própria requisição, e a chave a escrever.
- Opcionalmente, limite a regra a uma faixa de status. O padrão é 200–299, então um login que falhou nunca pisa em um token bom.
Cada regra mostra uma prévia ao vivo contra a última resposta, e o seletor de valores permite clicar em um nó do JSON em vez de escrever o caminho. Os resultados aparecem na aba Captures da resposta. Durante uma execução de coleção, as capturas de uma requisição ficam visíveis para a próxima, que é o que faz uma sequência login → listagem → detalhe rodar sem intervenção.
A sintaxe de caminhos JSON é deliberadamente pequena: $, chaves com ponto e índices numéricos. Sem curingas, sem filtros.